Galerias romanas da Baixa abrem a visitas de 17 a 19 de Abril

galerias romanas
Nova oportunidade para visitar as galerias de Lisboa que só abrem ao público duas vezes por ano: de 17 a 19 de Abril, para celebrar o Dia dos Monumentos e Sítios.

A cada Primavera e Outono, repete-se a peregrinação às galerias romanas da Rua da Prata, apenas disponíveis para visita seis dias por ano: se as condições o permitem (chuva a mais estraga os planos…), além da abertura em nome das Jornadas Europeias do Património em Setembro, há sempre visitas em redor do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios – que se assinala a 18 de Abril e, em Portugal, agenda um meio milhar de iniciativas similares.

Este ano, as visitas (gratuitas e sempre guiadas) às galerias, confirmou à Fugas o Museu da Cidade, vão realizar-se nos dias 17, 18 e 19 de Abril, entre as 10h e as 18h (última entrada às 17h30). A cumprir-se a tradição, a afluência será tal que as filas hão-de crescer pela Baixa acima, obrigando os mais pacientes a esperarem muito tempo para atingirem o seu objectivo, até porque não há reservas ou marcações.

Isto, talvez porque o passeio pareça continuar envolto numa aura de mistério, exercendo um certo fascínio sobre muitos dos que, por fim, penetram nestas (muito) húmidas galerias. Uma das razões, para além do peso da História, prender-se-á, decerto, com o facto de o espaço apenas ser visitável tão poucos dias por ano.

Vale a pena ir prevenido – particularmente no sábado à tarde e, muito especialmente, no domingo – para esperar na fila que se vai alongando pela rua dos Correeiros a partir do ponto de encontro na rua da Conceição (junto ao n.º77). Para garantir entrada, o melhor é também madrugar, já que é sempre renovado este aviso: “Devido ao grande afluxo de público a fila pode encerrar mais cedo”.

As visitas, por um ambiente de semipenumbra entrecruzada com focos teatrais, são guiadas por técnicos do Museu da Cidade e do Centro de Arqueologia de Lisboa. A descida a esta memória romana é uma lição de história in loco, feita por uma breve rede de galerias perpendiculares, entre celas escuras (que deverão ter servido de áreas de armazenamento), núcleos de água, arcos em cantaria, até à Galerias das Nascentes, também chamada de “Olhos de Água”, onde, de uma fractura contínua, brota incessantemente toda a água que invade o espaço – era aqui que nascia um célebre e adorado poço, o Poço das Águas Santas, local de “águas milagrosas”.

Se quiser surpreender-se ainda mais com a História da cidade ao vivo, passe também pelo vizinho Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros (no edifício da Fundação Millennium BCP), onde é possível ver camadas e sinais não só da cidade romana mas também de outras eras. Uma (outra) visita obrigatória para amantes de Lisboa.

 

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