

A Janela do Capítulo. Considerada a expressão máxima da arquitetura manuelina, ilustrativo do naturalismo exótico e do uso de pormenores marítimos . Tem esse nome porque fica no edifício que um dia foi a Casa do Capítulo, local onde aconteciam as reuniões gerais de freires e cavaleiros da Ordem de Cristo. Perceba que bem lá no alto, acima até do brasão das Armas de Portugal, está a cruz dos templários. Encomendada por D. Manuel I e desenhada por Diogo de Arruda, essa janela tem mais de 500 anos (mais tarde imitada para o Palácio da Pena).

O burro-de-miranda é uma subespécie asinina característica da região de Terra de Miranda, Portugal. Presente no entorno desde tempos remotos, essa varidade de burro adaptou-se às condições orográficas da região e ao solo pobre em nutrientes. Tendo gozado de grande popularidade no passado, hoje o animal corre risco de extinção. O burro-de-miranda diferencia-se de outras espécies de asno por algumas características. Com pelagem comprida e grossa de cor castanha escura, apresenta manchas claras nas costas e na região inferior do tronco. Suas orelhas são peludas, grandes, largas na base e redondas na ponta. De estatura elevada, em torno de 1,35 m, ele é fisicamente robusto e com patas grossas. Seu temperamento é extremamente dócil. Tais características coadunam-se com a amplitude térmica da região, que pode variar muito a depender da época do ano, bem como à escassez de nutrientes. No passado, o burro-de-miranda situava-se no centro da sociedade mirandesa, tendo havido grandes feiras para o comércio desse animal—as chamadas feiras de burros. Apesar de ainda hoje ser muito útil a pequenas comunidades locais, como animal de tração, de tiro e de transporte, o burro-de-miranda vem, contudo, sofrendo gradual processo de redução de sua população. Isso se deve ao desinteresse em cultivar a espécie, em face de alternativas modernas de transporte e tração, bem como aos impactos ambientais causados pelo homem a seu habitat e aos maus tratos sofridos por alguns exemplares da subespécie. A miscigenação com outras espécies também é um risco para a perpetuação do burro-de-miranda. Entendendo que este animal é parte relevante da cultura e da fauna locais, diversos grupos têm promovido iniciativas para a preservação e reinserção do burro-de-miranda na sociedade mirandesa. Seja como alternativa econômica e ecologicamente sustentável para o dia-a-dia, seja como animal de estimação, dado seu caráter dócil, seja mesmo como elemento da vida natural da região. Entre essas iniciativas, destacam-se a Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA) e o festival itinerante de cultura tradicional L Burro I L Gueiteiro, do qual participam grupos como o Galandum Galundaina.
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A Livraria Lello e Irmão, também conhecida como Livraria Chardron ou simplesmente Livraria Lello, situa-se na Rua das Carmelitas 144, na freguesia da Vitória da cidade do Porto, em Portugal.

Em virtude do seu ímpar valor histórico e artístico, a Lello tem sido reconhecida como uma das mais belas livrarias do mundo por diversas personalidades e entidades, casos do escritor espanhol Enrique Vila-Matas, do jornal britânico The Guardian e da editora australiana de guias de viagens Lonely Planet.

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Se uma maçã traz saúde e alegria, o mesmo pode dizer-se de um abraço. É o que garante um novo estudo da Universidade de Carnegie Mellon, nos EUA, que revela que os abraços são uma arma poderosa para proteger a saúde dos mais “stressados”, prevenindo doenças como a gripe.
Os investigadores, coordenados por Sheldon Cohen, professor de psicologia daquela universidade, decidiram avaliar o potencial dos abraços como forma de apoio social, tendo descoberto que mais abraços oferecem uma maior proteção contra o aumento da suscetibilidade às infeções que se faz sentir em indivíduos em situações difíceis e geradoras de ansiedade.
O estudo, cujos resultados foram publicados na revista científica Psychological Science, debruçou-se sobre o abraço por se tratar, tradicionalmente, de um indicador de uma relação íntima e próxima com outra pessoa, explica um comunicado divulgado esta quarta-feira pela universidade norte-americana.
Cohen e os colegas avaliaram 404 adultos saudáveis através de um questionário que procurou apurar em que medida se sentiam apoiados emocionalmente, qual a frequência dos conflitos interpessoais com que se debatiam e qual a regularidade dos abraços no seu dia-a-dia.
O Café-Restaurante Martinho da Arcada é o café mais antigo da cidade de Lisboa que se encontra actualmente em actividade. A sua história, de mais de dois séculos, está ligada à literatura portuguesa.

Após o grande terramoto de 1755, a reconstrução de Lisboa permitiu instalar no Terreiro do Paço um estabelecimento, conhecido desde 1778 por «Café do Gelo», que fornecia bebidas e gelados para a corte. Ao longo dos seus mais de dois séculos de existência, este Café conheceria vários proprietários que lhe deram diferentes nomes.
O «Café do Gelo» foi adquirido pelo italiano Domenico Mignani que, em 7 de Janeiro de 1782, inaugurou a «Casa do Café Italiano». Em 1795, o estabelecimento era conhecido por «Café do Comércio» e, por volta de 1809, era vulgarmente designado «Café dos Jacobinos», pelo facto de ser frequentado pelos Jacobinos e Libertinos da época. Simão Fernando, novo proprietário, rebaptizou-o «Casa da Neve», tendo como clientela a sociedade elegante de Lisboa, que em 1820 continuava a deliciar-se com os seus gelados.
Em 1824, a casa tinha como proprietário José de Melo e era conhecida por «Café da Arcada do Terreiro do Paço». Em 1845, Martinho Bartolomeu Rodrigues tornou-se o novo proprietário e mandou fazer obras que o transformaram num dos melhores cafés de Lisboa, dando-lhe o nome que conserva até hoje. O mesmo empresário abriu também outro «Café Martinho» no Largo do Regedor, em frente da estação dos caminhos de ferro do Rossio. O nome popular «Martinho da Arcada» servia para o distinguir do outro «Café Martinho» que existia no Rossio.
Martinho Bartolomeu Rodrigues, homem empreendedor, chegou a ter cinco poços de gelo em Santo António da Neve, na Serra da Lousã, o qual era indispensável ao fabrico dos apetecidos gelados na estação estival. Julião Bartolomeu Rodrigues, escrivão no Tribunal do Comércio, herdou o café Martinho da Arcada em 1899, mas trespassou o estabelecimento pouco tempo depois a José Isidoro Pereira. Em 1925 este vendeu o negócio à firma Mourão & Simões, Lda, passando para a posse do sócio Alfredo de Araújo Mourão em 1928, que o deixou em herança à sua filha Albertina de Sá Mourão, em 1960.

Em 1984, o Martinho da Arcada foi classificado pelo Instituto Português do Património Arquitectónico como imóvel de interesse público e em 1988 foi aberto um concurso para a sua remodelação, sendo a obra atribuída ao Arquitecto Raul Hestnes Ferreira. Em 22 de Fevereiro de 1990, o remodelado Café-Restaurante Martinho da Arcada reabriu com nova gerência e uma luxuosa sala de refeições.
A história do Martinho da Arcada está indelevelmente associada às artes e letras portuguesas, tendo sido frequentado por importantes políticos, escritores e intelectuais como Afonso Costa,Manuel da Arriaga, Bernardino Machado, António Ferro ou França Borges. Na sua larga tradição literária, contou com clientes como Bocage, Lopes de Mendonça, Cesário Verde, Augusto Ferreira Gomes, António Botto e Almada Negreiros.
Um dos seus clientes mais assíduos foi sem dúvida Fernando Pessoa (que tem uma mesa permanentemente reservada). Conta-se que o escritor teria tomado ali um último café com Almada Negreiros, três dias antes de falecer, em 30 de Novembro de 1935. O autor de Mensagem adoptou o café Martinho da Arcada nos anos 20, depois de ter sido assíduo nas tertúlias da A Brasileira do Chiado, inaugurada em 1905, ano em que o escritor, que contava então 17 anos, regressou da África do Sul para estudar em Lisboa. Mais recentemente, o Martinho da Arcada passou a ter também uma mesa permanentemente reservada para o escritor José Saramago.

O efeito do reflexo na água do chão da cisterna portuguesa de El Jadida (antiga Mazagão), com a forma invertida das colunas a projectar-se em profundidade, lembra as ilusões ópticas criadas por M.C. Escher. São dezenas de colunas distribuídas em torno a uma abertura circular central, por onde entra a luz. O poderoso efeito visual deste local não escapou ao cineasta Orson Welles, que usou a cisterna para filmar parte do seu Othello. A cisterna encontra-se na fortaleza da cidade de El Jadida, 90 km a sudoeste de Casablanca, em Marrocos. El Jadida é a antiga Mazagão, uma das praças portuguesas no norte de África, fundada em 1513 como entreposto comercial e ponto de passagem da rota do Cabo. A cidadela foi ocupada pelos marroquinos em 1769. A fortificação é um exemplar valioso da arquitectura militar renascentista, e no seu interior abriga-se, para além da cisterna, a Igreja da Assunção, de estilo manuelino. Em 2004 a cidadela de Mazagão foi considerada património mundial pela UNESCO, em virtude do seu carácter exemplar como testemunho do cruzamento das culturas europeia e marroquina, na arquitectura, tecnologia e planeamento urbano. Num passeio pelo interior da fortaleza ainda é possível ver placas de ruas com nomes portugueses, como a Rua da Carreira.

O Vinho do Porto está entre os melhores vinhos licorosos que se podem saborear este Natal. Quem o diz é Victoria Moore, especialista do jornal britânico The Telegraph. “O Natal não é Natal sem uma garrafa de Vinho do Porto”, garante a autora do artigo.
Há uns meses, Victoria Moore tinha publicado um artigo sobre as virtudes do vinho da Madeira. Com o Natal a bater à porta, a autora dá, desta vez, destaque ao vinho do Porto que surge como uma das melhores opções para tornar o Natal mais doce.
O vinho do Porto tawny é a segunda recomendação da lista de vinhos licorosos para este natal. “O Porto tawny envelhece em barris de madeira o que lhe da um sabor diferente do Porto vintage ou ruby”, explica a autora.
“Este vinho deve beber-se gelado” para acentuar os sabores de “nozes e caramelo”, lê-se ainda no texto. “Fica glorioso” a acompanhar frutos secos tostados ou queijos fortes como o manchego (uma espécie de queijo da ilha espanhol) ou queijos azuis.
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